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<CopyrightLine>© 2008 Thomson Estadao. All rights reserved. Estadao content is the intellectual property of Thomson Estadao or its third party content providers. Any copying, republication or redistribution of Estadao content, including by framing or similar means, is expressly prohibited without the prior written consent of Thomson Estadao. Thomson Estadao shall not be liable for any errors or delays in content, or for any actions taken in reliance thereon. "ESTADAO" and the Estadao Logo are trademarks of Thomson Estadao and its affiliated companies. For additional information on other Estadao media services please visit http://about.estadao.com.br/.</CopyrightLine>
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<HeadLine>Cientistas criam peixe artificial capaz de controlar cardumes</HeadLine>
<SlugLine>O rob&#244;, controlado por computador, &#233; um modelo feito a partir de um molde de gesso</SlugLine>
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<hl1>Cientistas criam peixe artificial capaz de controlar cardumes</hl1>
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<p>O peixe artificial Robofish, ao lado de seu molde de gesso. Divulga&#231;&#227;o/Universidade de Leeds</p>
<p>Cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirmam ter criado o primeiro peixe-rob&#244; que cardumes de peixes naturais aceitam como um de seus membros. Segundo os construtores do aparelho, a inven&#231;&#227;o abre caminho para o estudo do comportamento dos peixes e da din&#226;mica de grupos.</p>
<p>Japon&#234;s cria rob&#244; beb&#234; de nove meses</p>
<p>&#34;Como o peixe rob&#243;tico &#233; aceito pelo cardume, podemos us&#225;-lo para controlar o comportamento de indiv&#237;duos e estudar situa&#231;&#245;es complexas, como agressividade, coopera&#231;&#227;o e comportamentos para evitar predadores&#34;, disse, em nota, o autor dos experimentos iniciais realizados com o &#34;Robofish&#34;, Jolyon Faria.</p>
<p>O rob&#244;, controlado por computador, &#233; um modelo feito a partir de um molde de gesso, pintado para imitar as cores e sinais caracter&#237;sticos de um peixe de verdade. Os cientistas tiveram de provar que o Robofish seria aceito no cardume de forma que os peixes reagissem a ele como se fosse mais um integrante normal do grupo.</p>
<p>&#34;Embora o Robofish parecesse, para n&#243;s, como um peixe stickleback, n&#227;o sab&#237;amos se outros peixes o veriam da mesma forma&#34;, explicou Jolyon. &#34;tamb&#233;m achamos que poderia haver um problema com o cheiro, j&#225; que peixes usam sinais qu&#237;micos na &#225;gua para identificar outros membros do cardume. No fim, o Robofish foi aceito de cara, embora tenhamos testados v&#225;rios modelos antes de achar o que funcionava melhor&#34;. </p>
<p>O Robofish foi colocado num tanque contendo ou um outro peixe solit&#225;rio ou um grupo de dez, e programado para seguir um caminho fixo um pouco mais depressa que um peixe normal. O objetivo era ver se o Robofish conseguiria induzir outros peixes a deixar a &#225;rea de ref&#250;gio do tanque e convencer os companheiros a fazer uma curva de 90 graus.</p>
<p>Peixes solit&#225;rios deixaram o ref&#250;gio muito antes se o Robofish estivesse presente para instigar o movimento, embora os grupos tenham sa&#237;do bem rapidamente, sem necessidade de est&#237;mulo. O Robofish foi capaz de persuadir tanto os peixes s&#243;s quanto os grupos a fazer a curva.</p>
<p>A divulga&#231;&#227;o original do experimento pode ser lida aqui, em ingl&#234;s.</p>
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<CopyrightLine>© 2008 Thomson Estadao. All rights reserved. Estadao content is the intellectual property of Thomson Estadao or its third party content providers. Any copying, republication or redistribution of Estadao content, including by framing or similar means, is expressly prohibited without the prior written consent of Thomson Estadao. Thomson Estadao shall not be liable for any errors or delays in content, or for any actions taken in reliance thereon. "ESTADAO" and the Estadao Logo are trademarks of Thomson Estadao and its affiliated companies. For additional information on other Estadao media services please visit http://about.estadao.com.br/.</CopyrightLine>
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<HeadLine>Matem&#225;tico russo decide rejeitar pr&#234;mio de US$ 1 milh&#227;o</HeadLine>
<SlugLine>Grigory Perelman disse que considera o pr&#234;mio que lhe foi oferecido injusto</SlugLine>
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<hl1>Matem&#225;tico russo decide rejeitar pr&#234;mio de US$ 1 milh&#227;o</hl1>
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<p>O matem&#225;tico russo Grigory Perelman, um recluso que chegou &#224;s manchetes no in&#237;cio do ano por v&#227;o aceitar de imediato um pr&#234;mio de US$ 1 milh&#227;o, decidiu de fato rejeit&#225;-lo.  A decis&#227;o de Perelman foi anunciada nesta quinta-feira, 1&#186;, pelo Instituto Clay de Matem&#225;tica, nos EUA, que havia concedido a Perelman seu Pr&#234;mio do Mil&#234;nio.  A honraria homenageia a solu&#231;&#227;o da Conjectura de Poincar&#233;, um problema geom&#233;trico que desafiava matem&#225;ticos desde o in&#237;cio do s&#233;culo passado.   O presidente do instituto, Jim Carlson, disse que a decis&#227;o do g&#234;nio russo n&#227;o vem como uma surpresa, j&#225; que Perelman j&#225; havia rejeitado pr&#234;mios matem&#225;ticos anteriores.  Carlson disse que Perelman o informou da decis&#227;o em conversa telef&#244;nica na semana passada, e n&#227;o mencionou os motivos. Mas a ag&#234;ncia de not&#237;cias russa Interfax cita Perelman afirmando que considera o pr&#234;mio injusto. De acordo com o russo, sua contribui&#231;&#227;o para a prova da conjectura n&#227;o teria sido maior que a do matem&#225;tico americano Richard Hamilton.  &#34;Em resumo, minha principal raz&#227;o &#233; meu desacordo com a comunidade matem&#225;tica organizada&#34;, disse Perelman, de 43 anos, &#225; Interfax. &#34;N&#227;o gosto das decis&#245;es deles, considero-as injustas&#34;.   Carlson disse que os respons&#225;veis pelo instituto far&#227;o uma reuni&#227;o nos pr&#243;ximos meses para definir o destino do dinheiro, que ser&#225; empregado de forma a &#34;beneficiar a matem&#225;tica&#34;.</p>
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<HeadLine>Cargueiro russo perde contato e passa direto pela ISS</HeadLine>
<SlugLine>Segundo a Nasa, a Progress dirigiu-se automaticamente para uma dist&#226;ncia segura da ISS</SlugLine>
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<hl1>Cargueiro russo perde contato e passa direto pela ISS</hl1>
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<p>A nave de carga Progress, n&#227;o-tripulada, perdeu contato com a Esta&#231;&#227;o Espacial internacional (ISS) nesta sexta-feira, e n&#227;o conseguiu se conectar ao posto orbital. A troca de informa&#231;&#245;es entre o m&#243;dulo Zvezda da ISS e os computadores da Progress encarregados do procedimento autom&#225;tico de atracagem parou, por raz&#245;es ainda desconhecidas.   Com isso, a nave passou direto pelo posto orbital.   Uma nova tentativa de atracagem n&#227;o deve ocorrer ainda hoje. Segundo a Nasa, a Progress dirigiu-se automaticamente para uma dist&#226;ncia segura da ISS, e agora aguarda que a luz do Sol recarregue suas baterias.  A Progress leva 2,6 toneladas de reservas de combust&#237;vel, &#225;gua, oxig&#234;nio, alimentos, roupa e diversos equipamentos, como cortinas destinadas a refor&#231;ar a prote&#231;&#227;o dos astronautas contra radia&#231;&#227;o.  A nave tamb&#233;m transporta presentes dos familiares para os tripulantes da ISS, principalmente doces e desenhos das crian&#231;as, assim como chocolates e frutas, segundo o Instituto de Problemas Biom&#233;dicos (IPBM) da Academia de Ci&#234;ncias da R&#250;ssia.  A nave havia sido lan&#231;ada da base russa de Baikonur, no Casaquist&#227;o, na quarta-feira. A perda de contato entre a Progress e o Zvezda ocorreu cerca de 30 minutos antes do momento da atracagem.  (com ag&#234;ncia EFE)</p>
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<Keywords>paleontologia;f&#243;ssil;baleia;nature</Keywords>
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<HeadLine>Descoberto f&#243;ssil de baleia pr&#233;-hist&#243;rica que devorava outras baleias</HeadLine>
<SlugLine>Animal tinha dentes semelhantes a presas, com 36 cent&#237;metros de comprimento</SlugLine>
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<hl1>Descoberto f&#243;ssil de baleia pr&#233;-hist&#243;rica que devorava outras baleias</hl1>
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<p>Cientistas descobriram uma antiga baleia cuja mordida arrancava peda&#231;os de outras baleias h&#225; 12 milh&#245;es de anos, e deram-lhe um nome em homenagem ao autor de Moby Dick.   O cachalote pr&#233;-hist&#243;rico crescia at&#233; atingir 13 ou 18 metros de comprimento, o que n&#227;o &#233; incomum para as baleias modernas. Mas, diferentemente dos cachalotes atuais, o Leviathan melvillei, que recebeu o nome em homenagem ao escritor Herman Melville, tinha dentes semelhantes a presas, com 36 cent&#237;metros de comprimento.   A fera dos mares evidentemente se alimentava de outras baleias, dizem os pesquisadores na edi&#231;&#227;o desta semana na revista Nature. Eles informam a descoberta um cr&#226;nio do cachalote no deserto do Peru.  Os cientistas batizaram a criatura em tributo ao escritor do s&#233;culo 19 e sua narrativa cl&#225;ssica de uma grande baleia branca. O romance &#233; marcado por reflex&#245;es sobre hist&#243;ria natural entremeadas &#224; a&#231;&#227;o.   &#34;H&#225; um cap&#237;tulo sobre f&#243;sseis&#34;, diz um dos autores do artigo na Nature, Olivier Lambert, do Museu de Hist&#243;ria Natural de Paris. &#34;Melville menciona alguns dos f&#243;sseis que estudei para minha tese de doutorado&#34;.  O paleont&#243;logo Anthony Friscia, que n&#227;o tomou parte na descoberta, disse que dentes descobertos ao longo dos anos j&#225; indicavam a exist&#234;ncia dessa baleia antiga, mas que, sem um cr&#226;nio onde encaix&#225;-los, as caracter&#237;sticas ferais da criatura continuavam um mist&#233;rio.</p>
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<Author>Estad&#227;o</Author>
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<HeadLine>Nasa adia fim dos voos de &#244;nibus espaciais para 2011</HeadLine>
<SlugLine>Prepara&#231;&#227;o de instrumento para a ISS leva voo final da frota para fevereiro do pr&#243;ximo ano</SlugLine>
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<hl1>Nasa adia fim dos voos de &#244;nibus espaciais para 2011</hl1>
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<p>Astronautas treinam em simulador para o voo final do &#244;nibus espacial Discovery. Divulga&#231;&#227;o/Nasa   O programa de &#244;nibus espaciais da Nasa vai continuar operando em 2011. Depois de semanas de especula&#231;&#245;es, a ag&#234;ncia espacial oficializou nesta quinta-feira, 1&#186;, a decis&#227;o, provocada por atrasos na prepara&#231;&#227;o da carga que ser&#225; levada ao espa&#231;o nos dois &#250;ltimos voos dessa gera&#231;&#227;o de naves. Al&#233;m disso, um poss&#237;vel terceiro - e definitivamente &#250;ltimo - voo ficou para agosto.   Obama descarta retorno &#224; Lua e prev&#234; pouso em Marte depois de 2035 Boa not&#237;cia para Obama: o Falcon 9 voa!  Administradores concordaram em adiar o pen&#250;ltimo lan&#231;amento, da nave Discovery, para novembro. Originalmente, a miss&#227;o deveria ocorrer em setembro. E a &#250;ltima miss&#227;o programada agora tem data marcada para 26 de fevereiro de 2011, quando o Endeavour encerrar&#225; os 30 anos do programa de &#244;nibus espaciais entregando um importante instrumento cient&#237;fico para a Esta&#231;&#227;o Espacial Internacional (ISS).  O Espectr&#244;metro Magn&#233;tico Alfa - um detector de part&#237;culas - est&#225; sendo reformado na Europa, para ganhar uma vida &#250;til ampliada assim que for instalado na ISS. O trabalho extra causou sucessivos adiamentos do lan&#231;amento do Endeavour.  Quanto &#225; possibilidade de um voo de despedida numa miss&#227;o extra do &#244;nibus espacial Atlantis, nenhuma decis&#227;o ser&#225; tomada antes de agosto. A Nasa gostaria de usar o Atlantis uma vez mais, em junho de 2011, antes que a frota seja aposentada.   A Casa Branca teria de autorizar essa miss&#227;o adicional. A Nasa estima que pode custar at&#233; US$ 200 milh&#245;es ao m&#234;s manter o programa de &#244;nibus espaciais operando al&#233;m de 2010. O plano original, apresentado em 2004 pelo ent&#227;o presidente George W. Bush, previa o encerramento das opera&#231;&#245;es neste ano.  Independentemente do que for decidido, o Atlantis ser&#225; preparado para lan&#231;amento como nave de resgate para os astronautas do Endeavour. A praxe de manter um &#244;nibus espacial de prontid&#227;o enquanto outro se encontra no espa&#231;o foi adotada ap&#243;s o desastre do Columbia, em 2003.  Neste ano, o presidente Barack Obama ordenou que a Nasa se dedique a metas de longo prazo, como op desenvolvimento de tecnologias para permitir o envio de astronautas al&#233;m da &#243;rbita da Lua em 2025. Por esse plano, empresas provadas assumir&#227;o as tarefas mais rotineiras, como levar astronautas &#224; ISS. A empresa SpaceX testou com sucesso seu foguete Falcon 9, um candidato a esse tipo de servi&#231;o, no m&#234;s passado.   Ap&#243;s a aposentadoria dos &#244;nibus espaciais e At&#233; que um foguete comercial esteja pronto e seja considerado seguro, os astronautas americanos depender&#227;o de caronas a bordo de naves russas para ter acesso ao espa&#231;o.  O ex-astronauta e ex-senador John Glenn pediu que os &#244;nibus espaciais sejam mantidos at&#233; que o substituto chegue.</p>
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<HeadLine>T&#233;cnica moderna torna carta de 140 anos leg&#237;vel ap&#243;s quase um s&#233;culo </HeadLine>
<SlugLine>Texto escrito na &#193;frica pelo explorador David Livingstone &#233; restaurado depois de ser redescoberto</SlugLine>
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<p>Texto da carta, escrita com suco de fruta em p&#225;gina de jornal, recuperada com tecnologia moderna. AP  O conte&#250;do de uma carta ileg&#237;vel escrita pelo famoso explorador vitoriano Dr. David Livingstone finalmente foi decifrado, informa uma universidade brit&#226;nica, quase 140 anos depois de ele ter escrito sobre seu temor de n&#227;o deixar a &#193;frica vivo.  Pesquisadores dizem que a carta - que exigiu tecnologia de ponta para ser decifrada - ajuda a compor o retrato de um homem tradicionalmente visto como um her&#243;i destemido, ao revelar as d&#250;vidas que atormentavam o mission&#225;rio-explorador em um de seus piores momentos.   &#34;Estou terrivelmente abatido, mas isso &#233; apenas para seus olhos&#34;, escreveu Livingstone ao amigo Horace Waller. &#34;Duvido que viverei para v&#234;-lo de novo&#34;.  Livingstone era um her&#243;i nacional quando partiu para encontrar a nascente do rio Nilo em 1869, mas no momento em que escreveu a carta de quatro p&#225;ginas, encontrava-se no ponto mais baixo de sua vida profissional, diz Debbie Harrison, pesquisadora da Universidade Birkbeck de Londres.  O explorador estava incapaz de deixar o vilarejo de Bambarre, onde hoje &#233; territ&#243;rio congol&#234;s, em fevereiro de 1871. Estava muito longe de sua meta, a maior parte dos membros de sua expedi&#231;&#227;o havia morrido ou desertado e ele sofria dos efeitos de pneumonia, febre e &#250;lceras tropicais - uma condi&#231;&#227;o que ataca a pele e a carne.  Para piorar, Livingstone, um abolicionista convicto, viu-se for&#231;ado a aceitar ajuda de traficantes de escravos enquanto aguardava apoio vindo do exterior. Acamado por semanas, leu a B&#237;blia diversas vezes e come&#231;ou a delirar. &#34;ele tinha ficado meio louco nessa &#233;poca&#34;, disse Debbie.  Na Inglaterra, os amigos de Livingstone preocupavam-se. Ningu&#233;m tivera not&#237;cias dele em anos, e grupos de busca partiram para o interior da &#193;frica para descobrir o que havia ocorrido com ele. O explorador acabou localizado perto da margem oriental di Lago Tanganica pelo jornalista Henry Morton Stanley, cuja frase memor&#225;vel, &#34;Dr. Livingstone, eu presumo?&#34;, imortalizou o encontro.  Mas Livingstone recusou-se a deixar a &#193;frica, continuando em sua busca obsessiva pela fonte do rio. Seu aviso a Waller foi prof&#233;tico: ele morreu em maio de 1873, em Chitambo, hoje no territ&#243;rio da Z&#226;mbia. N&#227;o se sabe como a carta de Livingstone deixou a &#193;frica, embora presuma-se que Stanley a tenha levado para a Inglaterra. O documento desapareceu por cerca de um s&#233;culo, at&#233; reaparecer num leil&#227;o em 1966.   Mas ela estava indecifr&#225;vel. Com pouco papel e sem acesso a tinta, Livingstone arrancou p&#225;ginas de livros e jornais e escreveu com um pigmento improvisado das sementes de uma fruta local. Um s&#233;culo depois, a tinta vegetal havia esmaecido at&#233; tornar-se quase invis&#237;vel, um problema agravado pelo papel quebradi&#231;o e pela caligrafia ca&#243;tica de Livingstone.   Uma equipe de cientistas e estudiosos analisou o papel fr&#225;gil, extraindo cuidadosamente o texto original.  a universidade diz que a carta projeta uma imagem em contraste com a do her&#243;i destemido apresentado por Waller, que censurou os textos de Livingstone antes de apresent&#225;-los para publica&#231;&#227;o p&#243;stuma.  A carta &#233; parte de um projeto para produzir uma vers&#227;o sem cortes dos di&#225;rios de Livingstone.</p>
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<CopyrightLine>© 2008 Thomson Estadao. All rights reserved. Estadao content is the intellectual property of Thomson Estadao or its third party content providers. Any copying, republication or redistribution of Estadao content, including by framing or similar means, is expressly prohibited without the prior written consent of Thomson Estadao. Thomson Estadao shall not be liable for any errors or delays in content, or for any actions taken in reliance thereon. "ESTADAO" and the Estadao Logo are trademarks of Thomson Estadao and its affiliated companies. For additional information on other Estadao media services please visit http://about.estadao.com.br/.</CopyrightLine>
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<HeadLine>Nave de carga russa se acopla &#224; ISS na segunda tentativa</HeadLine>
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<p>MOSCOU - A nave de carga russa &#34;Progress M-06M&#34; foi acoplada neste domingo, 4, com sucesso &#224; Esta&#231;&#227;o Espacial Internacional (ISS, na sigla em ingl&#234;s), ap&#243;s a interrup&#231;&#227;o da tentativa de sexta-feira passada, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da R&#250;ssia (CCVE).  A manobra aconteceu de forma autom&#225;tica, como estava previsto, disse um porta-voz do CCVE em declara&#231;&#245;es &#224; ag&#234;ncia russa &#34;Interfax&#34;.   A &#34;Progress M-06M&#34; foi acoplada &#224;s 13h17 de Bras&#237;lia ao m&#243;dulo de servi&#231;o russo Zvezda, com ajuda do sistema autom&#225;tico de aproxima&#231;&#227;o e engate Kurs, o mesmo que falhou no &#250;ltimo dia 2.   Depois que as press&#245;es da nave e do m&#243;dulo Zvezda estiverem igualadas, os tripulantes da plataforma orbital abrir&#227;o as escotilhas.   A nave n&#227;o tripulada, que foi lan&#231;ada na &#250;ltima quarta da base de Baikonur (Cazaquist&#227;o), levou 2.630 quilos de carga &#224; ISS.   A &#34;Progress&#34; cont&#233;m combust&#237;vel, &#225;gua, oxig&#234;nio, alimentos, roupas e diversos equipamentos, al&#233;m de presentes aos tripulantes da ISS, como desenhos feitos por seus filhos.   A atual tripula&#231;&#227;o da ISS &#233; formada pelos cosmonautas russos Aleksandr Skvortsov, Fyodor Yurchikhin e Mikhail Kornienko e pelos astronautas americanos Doug Wheelock, Shannon Walker e Tracy Caldwell.</p>
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<HeadLine>Simula&#231;&#227;o mostra que precursores da vida podem surgir em lua de Saturno</HeadLine>
<SlugLine>Nitrog&#234;nio se associa rapidamente ao material org&#226;nico na presen&#231;a de luz ultravioleta</SlugLine>
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<p>Nitrog&#234;nio cintila em azul ao ser banhado com luz ultravioleta em experimento. Divulga&#231;&#227;o  Uma equipe da Universidade do Arizona afirma ter obtido a primeira prova experimental mostrando como nitrog&#234;nio atmosf&#233;rico pode ser incorporado em macromol&#233;culas org&#226;nicas. A descoberta indica os tipos de mol&#233;culas org&#226;nicas complexas que poderiam ser encontradas em Tit&#227;, uma lua de Saturno que, acreditam cientistas, pode ser um modelo para a qu&#237;mica pr&#233;-bi&#243;tica da Terra.  Cientistas identificam mol&#233;cula org&#226;nica complexa no espa&#231;o  A Terra e Tit&#227; s&#227;o os &#250;nicos corpos rochosos do Sistema Solar dotados de atmosferas densas e onde predomina o nitrog&#234;nio, disse o bioqu&#237;mico Hiroshi Imanaka, que tomou parte no estudo. A forma como nitrog&#234;nio foi incorporado &#224;s mol&#233;culas org&#226;nicas em ambientes como a Terra primitiva ainda &#233; um mist&#233;rio, afirma ele.  &#34;Tit&#227; &#233; muito interessante porque sua atmosfera dominada por nitrog&#234;nio e sua qu&#237;mica org&#226;nica podem nos dar uma pista para a origem da vida na Terra&#34;, disse Imanaka. &#34;Nitrog&#234;nio &#233; essencial para a vida&#34;.  No entanto, n&#227;o &#233; qualquer tipo de nitrog&#234;nio que serve. O nitrog&#234;nio molecular, altamente est&#225;vel, precisa ser convertido em uma forma mais quimicamente ativa para formar a base dos sistemas biol&#243;gicos. Imanaka e o colega Mark Smith converteram uma mistura de nitrog&#234;nio e metano semelhante &#224; atmosfera de Tit&#227; em uma cole&#231;&#227;o de mol&#233;culas org&#226;nicas nitrogenadas, ao irradiar o g&#225;s com raios ultravioleta de alta energia. O esquema laboratorial foi armado para simular os efeitos da radia&#231;&#227;o solar na atmosfera de Tit&#227;.  A maior parte do nitrog&#234;nio deslocou-se diretamente para compostos s&#243;lidos, e n&#227;o gasosos, disse Smith. Modelos te&#243;ricos previam que a transi&#231;&#227;o entre g&#225;s e s&#243;lidos deveria ocorrer com etapas intermedi&#225;rias.  Tit&#227; parece alaranjado porque uma neblina de mol&#233;culas org&#226;nicas recobre o planeta. As part&#237;culas na neblina cedo ou tarde se acomodam na superf&#237;cie, onde podem se ver expostas a condi&#231;&#245;es favor&#225;veis para a vida, disse Imanaka.   No entanto, cientistas n&#227;o sabem se as part&#237;culas da neblina cont&#234;m nitrog&#234;nio. Se algumas das part&#237;culas presentes em Tit&#227; forem do mesmo tipo das mol&#233;culas nitrogenadas criadas no experimento, as condi&#231;&#245;es favor&#225;veis &#224; vida na lua ser&#227;o maiores, disse Smith.   O trabalho dos pesquisadores ser&#225; publicado na edi&#231;&#227;o online do peri&#243;dico Proceedings of the National Academy of Sciences.</p>
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